Autoridades federais estão investigando um esquema de fraude com criptomoedas de grandes proporções, supostamente orquestrado por três jovens acusados de roubar 4100 BTC aproximadamente US$ 240 milhões de um investidor rico por meio de uma sofisticada operação de engenharia social.
Os suspeitos — identificados como Malone Lamb, Ver (sobrenome omitido) e Jeandell (sobrenome omitido) — enfrentam sérias acusações federais após uma investigação que envolveu analistas de blockchain e agências de aplicação da lei.

Tabela de Conteudos:
- Como o esquema supostamente começou
- Obtendo acesso total
- Gastos extravagantes levantam suspeitas
- Atividade criminosa rival se intensifica
- Investigador de Blockchain Desempenhou Papel Fundamental
- Prisões e Processos Judiciais
- Implicações mais amplas
Como o esquema supostamente começou
De acordo com os investigadores, o trio se conheceu em uma sala de bate-papo online onde discutiram como ganhar dinheiro com golpes de criptomoedas. As autoridades afirmam que o grupo tinha como alvo indivíduos de alto patrimônio líquido que possuíam grandes carteiras de ativos digitais.
Os promotores alegam que os suspeitos usaram uma tática conhecida como engenharia social — manipular as vítimas para que fornecessem voluntariamente informações confidenciais.
Neste caso, a vítima, identificada nos autos do processo como “Richie”, começou a receber inúmeros alertas de que alguém estava tentando acessar sua conta de e-mail. Pouco depois, ele recebeu ligações de indivíduos que se passavam por representantes do Google.
Os golpistas supostamente convenceram a vítima de que sua conta estava sob ataque e solicitaram suas credenciais de e-mail para “proteger” a conta.
Obtendo acesso total
Após obterem os dados de login, os investigadores afirmam que os suspeitos solicitaram um código de autenticação de dois fatores (2FA). Para evitar suspeitas, eles teriam encerrado a primeira ligação e contatado a vítima novamente, desta vez alegando representar uma empresa de segurança cibernética que trabalhava em parceria com o Google.
As autoridades alegam que a vítima concordou e forneceu o código de autenticação.
Ainda buscando acesso mais profundo, os suspeitos supostamente persuadiram a vítima a baixar um software de acesso remoto conhecido como AnyDesk. Isso permitiu que eles observassem a vítima acessando suas contas de criptomoedas.
De acordo com os documentos do processo, os suspeitos então acessaram as contas de forma independente e transferiram aproximadamente US$ 240 milhões em criptomoedas.
Gastos extravagantes levantam suspeitas
Investigadores afirmam que os suspeitos rapidamente começaram a gastar grandes quantias de dinheiro em bens de luxo, saídas para boates, veículos e itens de moda de alta costura.
Autoridades policiais observam que transações repentinas e de alto valor envolvendo jovens geralmente despertam suspeitas. Transações em blockchain são registradas permanentemente em livros-razão públicos, tornando grandes transferências rastreáveis.
As autoridades também alegam que o grupo se filmou durante partes do esquema, criando evidências digitais que seriam posteriormente usadas na investigação.
Atividade criminosa rival se intensifica.
Em um incidente separado, relacionado ao caso, um grupo rival teria tentado sequestrar um membro da família de um dos suspeitos, em uma tentativa de extorsão, segundo as autoridades.
A tentativa de sequestro teria ocorrido em plena luz do dia e foi interrompida por um policial que presenciou a colisão durante a suposta tentativa de sequestro. Várias prisões foram efetuadas nesse incidente.
As autoridades não confirmaram se os suspeitos estavam diretamente ligados ao roubo de criptomoedas, mas descreveram a situação como “oportunismo criminoso”.
Investigador de Blockchain Desempenhou Papel Fundamental
Um investigador independente de criptomoedas, conhecido online por rastrear atividades ilícitas em blockchain, teria identificado a transação de US$ 240 milhões logo após sua ocorrência.
O investigador contatou a vítima e, posteriormente, compartilhou as descobertas com as autoridades federais. De acordo com fontes familiarizadas com o caso, o rastreamento detalhado da blockchain e as evidências digitais contribuíram significativamente para o avanço da investigação federal.
Prisões e Processos Judiciais
Agentes federais detiveram posteriormente membros do suposto grupo. Um suspeito teria confessado e fornecido informações sobre os outros, segundo fontes policiais.
Outro suspeito teria se entregado após as autoridades iniciarem as prisões.
Um réu foi temporariamente liberado sob fiança, mas foi preso novamente após supostamente cometer outros crimes relacionados a fraude enquanto aguardava julgamento.
Os promotores descreveram Malone Lamb como o suposto líder do grupo, embora sua equipe jurídica conteste essa caracterização. O julgamento ainda não começou e todos os réus são presumidos inocentes até que sua culpa seja comprovada em tribunal.
Implicações mais amplas
Especialistas em cibersegurança afirmam que o caso destaca os crescentes riscos associados à posse de criptomoedas e a ameaça contínua de golpes de engenharia social.
Como se proteger de cibercriminosos?
Agências federais continuam a instar as pessoas a:
- Nunca compartilhar senhas ou códigos de autenticação por telefone.
- Evitar baixar softwares de acesso remoto a pedido de pessoas que ligam sem serem solicitadas.
- Verificar as ligações diretamente com as empresas oficiais por meio das informações de contato publicadas.
- Habilitar recursos de segurança aprimorados para contas.
Centro de Reclamações sobre Crimes na Internet do FBI.
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